Neste mundo, a confiança é mais escassa que a esperança.
Pedro Miranda, 19 anos · Salvador, BA
Pedro não tem dúvidas de que vai morrer. Depois de o Vírus Pantanense Brasileiro ter varrido 99% da população mundial da face da terra, o jovem vaga pelas ruas de Salvador com nada além de uma bússola quebrada e a certeza da morte aterrorizando cada batida de seu coração. O cenário ficou ainda mais dramático há alguns meses, quando esgotou a última cartela de seus inseparáveis antirretrovirais, os medicamentos que mantinham o outro vírus com o qual convivia, o HIV, sob controle. Apesar de tudo, Pedro ainda alimenta a esperança de que, se a sorte o ajudar a encontrar os remédios, poderá voltar a sorrir.
Isabel dos Santos, 21 anos
Isabel não hesitará em meter uma bala na testa de quem quer que apareça em seu caminho, seja um infectado pelo Vírus Pantanense ou um ser humano. Ambos são demônios, a seu próprio modo, e a jovem aprendeu essa lição da pior forma possível. Depois que perdeu os pais nos bombardeios e viu o próprio tio ser morto em sua frente pelos mesmos homens que a violaram, Isabel guarda a certeza de que a confiança é somente uma receita eficaz para a catástrofe. Após o longo caminho que percorreu para se reerguer, a garota não pensará duas vezes antes de atirar em qualquer um que ameace sua tão merecida liberdade. Todavia, a chegada repentina da febre põe seus conceitos em xeque.
A força das circunstâncias obriga a improvável dupla a trabalhar em equipe para alcançar seus objetivos, mas tanto Pedro quanto Isabel sabem que este mundo degenerado não oferece margem para o erro. Pior que os zumbis, muitas vezes, são as pessoas que conseguiram sobreviver a eles — sobretudo nesta terra sem leis, onde a confiança consegue ser ainda mais escassa que a esperança.
Um pós-apocalipse ambientado no Brasil real, de Salvador às estradas do interior, com a violência, a desigualdade e a resistência que marcam este país.
Uma narrativa que não dá trégua. As viradas de enredo mantêm o leitor preso do primeiro ao último capítulo.
Além da ação, a obra propõe uma reflexão sobre doenças negligenciadas e sobre o quanto dependemos, sem perceber, das redes de cuidado e atenção à saúde.
Pedro e Isabel carregam traumas, contradições e uma humanidade que torna impossível não se envolver com suas escolhas.
"Pior que os zumbis, muitas vezes, são as pessoas que conseguiram sobreviver a eles."
— A Bússola dos Mortos
“A Bússola dos Mortos” é uma distopia nacional que arrebata o leitor para as profundezas de um Brasil pós-apocalíptico. Além de uma história frenética e marcada por constantes reviravoltas, a obra propõe uma reflexão refinada sobre algumas das doenças mais prevalentes e negligenciadas no país, bem como uma rica degustação sobre o quanto somos, sem perceber, visceralmente dependentes das redes de cuidado e atenção à saúde em nosso dia a dia.
Geser Barros
Quando não está dormindo, chorando pelas matérias da faculdade ou lendo, Geser Barros gosta de escrever.
Nascido no dia 5 de março de 2002, em Feira de Santana, o autor descobriu seu amor pela literatura ao conhecer “O Ladrão de Raios” (Rick Riordan), e desde então não parou mais.
Atualmente, mora em Salvador e está cursando Medicina pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). As vivências com atendimento de pacientes do ambulatório de Infectologia foram sua maior fonte de inspiração para escrever “A Bússola dos Mortos”, seu livro de estreia na distopia e publicação mais apreciada pelos leitores. Além dessa obra, o autor também assina a série de Fantasia Urbana “O Legado Magnus” — que já atingiu a marca de #Top1 downloads em “Fantasia” e “Ação & Aventura” — e o conto de horror “Infestação”.
Geser costuma compartilhar seus projetos, surtos literários e um pouco da vida pessoal através do Instagram @geser_literario, onde cultiva um vínculo mais próximo com seus leitores.
INFORMAÇÕES DO LIVRO
Formato: Capa comum | Dimensões: 16 × 23 cm | Páginas: Cerca de 250 | Papel: pólen 80g, (amarelado) | Editora: Clímax Editorial