O passado nunca morre.
Entre 1964 e 1985, o Brasil viveu um período em que a escuridão não precisava de monstros para existir. A Ditadura Militar espalhou medo, censura, vigilância e silêncio.Essas sombras, mesmo décadas depois, continuam se movendo quando ninguém está olhando.
Nesta antologia, o terror não se limita às celas clandestinas. Ele se infiltra pelas redações em que palavras somem antes de serem impressas; pelas casas onde um rádio ligado a noite inteira serve para abafar segredos; pelas ruas vazias onde passos desconhecidos ecoam; pelas universidades onde ideias se tornam suspeitas; pelos lares em que desaparecidos seguem vivos apenas como vultos.
Os contos de Horrores do Brasil: Ditadura revisitam esse período através do olhar do sobrenatural, do psicológico e do simbólico. O monstro pode ser real ou metafórico. Pode vestir farda, sombra, lembrança ou delírio. Cada história é um lembrete de que há medos que sobrevivem ao tempo e, que olhar para eles também é uma forma de não permitir que retornem.
Relatos que unem fatos reais à ficção sombria, mergulhando na paranoia e no silêncio do período.
Vigilância constante, vozes caladas, desaparecimentos e segredos familiares tratados como assombração.
Monstros e fantasmas usados para refletir sobre trauma, opressão e memória coletiva.
Estudantes, artistas, donas de casa, jornalistas, militares, trabalhadores — todos com algo a perder.
Textos que dialogam com o presente ao revisitar as cicatrizes do passado.
INFORMAÇÕES DO LIVRO
Formato: Capa comum | Dimensões: 14 × 21 cm | Páginas: cerca de 220pg | Papel: pólen 80g, tom amarelado